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Investimento da DP World no Porto de Maputo chegará a US$ 1,1 bi até 2033

A DP World acaba de apresentar planos de investimentos orçados em US$ 3 mil milhões durante os próximos três a cinco anos em novas infra-estruturas portuárias em África para fazer face ao crescimento a longo prazo que inclui a crescente procura de exportações minerais críticas. “O custo da logística e da cadeia de abastecimento em África é muito elevado em relação a outros mercados globais”, o que representa uma boa oportunidade, disse Mohammed Akoojee , CEO e MD da DP World paraa África Subsaariana , numa entrevista à Bloomberg Television. O operador portuário está a expandir-se em Dar es Salaam, na Tanzânia, e avaliou recentemente portos na África do Sul e no Quénia para potenciais investimentos. Oito das 15 economias de crescimento mais rápido do mundo estarão em África este ano, de acordo com o Fundo Monetário Internacional. Isso está a atrair empresas, incluindo a DP World, com sede no Dubai, apesar dos problemas económicos decorrentes da aceleração da inflação, da desvalorização das moedas e dos elevados custos dos empréstimos na região. O potencial de África deve ser visto a longo prazo e não pela macroeconomia de curto prazo, segundo Akoojee. “É um ciclo e certamente não teve impacto no nosso apetite de crescimento no continente”, disse ele. “Ainda estamos investindo.” Um mercado em expansão para minerais críticos, incluindo o cobre da Zâmbia e da República Democrática do Congo, está a ajudar a impulsionar a necessidade de maior capacidade logística, disse Akoojee. “Temos visto a procura aumentar nos últimos anos, em grande parte impulsionada por todo o esforço de eletrificação a nível mundial e pela procura de mercadorias como o cobalto e o lítio.” O investimento em Moçambique será de US$ 2 mil milhões  A DP World investe em Moçambique através do consórcio Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) no qual detém 48.5%. A 15 de Abril de 2003 foi atribuída à MPDC a concessão do Porto de Maputo por um período de 15 anos, com uma opção de extensão por mais 15 anos. Em Junho de 2010 o período de concessão foi estendido por mais 15 anos, e em Fevereiro de 2024 foi concedida mais uma extensão, por mais 25 anos, até 2058, com base num plano de expansão da capacidade portuária, num investimento de US$ 2 mil milhões que inicia em Junho, visando imprimir uma competitividade regional, particularmente a antecipação dos projectos da gigante África do Sul. A adenda assinada recentemente com o Governo de Moçambique, prevê que US$ 1,1 mil milhões de dólares sejam investidos até 2033, altura em que a concessão original deveria terminar. O Porto de Maputo é de importância estratégica no comércio externo, com destaque para a República da África do Sul, que representa quase 75 por cento da carga movimentada. No ano passado, por exemplo, o porto atingiu um novo patamar no manuseamento de mercadorias, com um recorde de 31,2 milhões de toneladas, representando um crescimento de mais de 16 por cento face a 2022 O MPDC através do seu Plano Director, cujo alcance transcende o ano 2043, perspectiva o crescimento de volumes que podem chegar até as 42 milhões de toneladas por ano em 2033 e 54 milhões de toneladas por ano em 2043. A capacidade do porto deverá aumentar para 54 milhões de toneladas por ano até 2058, contra 37 milhões de toneladas este ano, conforme a adenda do acordo de concessão.  Isso inclui a expansão de um terminal de carvão na Matola, próximo de Maputo, para 18 milhões de toneladas por ano, de 7,5 milhões de toneladas. A capacidade anual de transporte marítimo de contentores quase quadruplicará para um milhão de unidades durante o mesmo período. O Porto de Maputo tem crescido rapidamente nos últimos anos, uma vez que responde à procura da crescente economia de Moçambique e às exportações da vizinha África do Sul. As empresas mineiras de carvão, crómio e magnetite, têm vindo a enviar volumes crescentes por camião/estrada para Maputo, uma vez que os bloqueios nos caminhos-de-ferro e nos portos da Transnet SOC Ltd, empresa estatal sul-africana, lhes custaram milhares de milhões de dólares em receitas perdidas. São 10 milhões de toneladas de minérios manuseados por ano vindos também do Zimbabwe. O terminal de viaturas é um dos recentes investimentos do Porto com capacidade de manusear 200 000 viaturas por ano. O volume de exportação de açúcar é actualmente de 8 toneladas por hora. O porto investiu também em equipamentos, instalando gruas que manuseiam 360 toneladas por hora. Actualmente são manuseados 270 mil contentores por ano, sendo que até ao fim da concessão o número deverá atingir um milhão.

Porto de Maputo aumenta contribuição para o Estado em 12% e anuncia expansão estratégica

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) anunciou um volume total de carga manuseada de 30,9 milhões de toneladas em 2024, representando uma ligeira redução de 1% em relação ao ano anterior. Apesar deste decréscimo, causado pelos protestos pós-eleitorais e pelos bloqueios rodoviários no corredor de Maputo, o porto demonstrou resiliência e adaptabilidade, reforçando o seu papel como motor essencial do comércio e da logística na região. Aumento das contribuições ao Estado Um dos destaques de 2024 foi o aumento das receitas das taxas de concessão pagas pela MPDC ao Governo de Moçambique, que cresceram 12%, passando de 41,7 milhões de dólares em 2023 para 46,8 milhões de dólares em 2024. Segundo Osório Lucas, Director Executivo da MPDC, este aumento reflete “o compromisso inabalável em contribuir para o desenvolvimento económico do país”. Este montante exclui outras receitas geradas para o Estado, como impostos sobre lucros e dividendos aos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), principal accionista. Crescimento nas operações directas e sustentabilidade logística As operações directas registaram um crescimento robusto, movimentando 14,2 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. O transporte rodoviário cresceu 11%, passando de 9,5 milhões para 10,7 milhões de toneladas, enquanto os volumes ferroviários, um foco estratégico da MPDC, aumentaram 7%, de 2,8 milhões para 3 milhões de toneladas. Este desempenho positivo ocorreu apesar das limitações impostas pelos protestos e bloqueios, que condicionaram operações fronteiriças e rodoviárias durante mais de um mês. A linha ferroviária entre a África do Sul e Moçambique também foi afectada, com um descarrilamento em Outubro/Novembro que resultou no encerramento da linha por um mês. Investimentos e expansão planeada para 2025 Em 2025, terão início grandes projectos de expansão no Porto de Maputo, incluindo a ampliação do terminal de contentores e do terminal de carvão. Estes investimentos, avaliados em 600 milhões de dólares nos primeiros três anos da concessão renovada, são considerados pilares fundamentais para o crescimento futuro do porto. A extensão da concessão, aprovada pelo Governo em 2024, permite que a MPDC continue a operar o Porto de Maputo até 13 de Abril de 2058. Esta renovação reforça a estratégia de longo prazo da empresa para consolidar o porto como um actor-chave no comércio regional e internacional. Apesar de um ano desafiador, o Porto de Maputo conseguiu fortalecer o seu impacto económico, aumentando a contribuição ao Estado e preparando o caminho para um futuro de crescimento sustentável. Com projectos ambiciosos de expansão previstos para 2025, o porto reafirma o seu compromisso em desempenhar um papel central no desenvolvimento logístico e económico de Moçambique.

ONU aprova taxa histórica sobre carbono no transporte marítimo global

A medida começa em 2028 e pode arevadas até $40 milhões de Dólares A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização Marítima Internacional (IMO), aprovou uma medida histórica: a introdução de uma taxa global sobre as emissões de carbono no sector de transporte marítimo. A decisão, considerada um marco nas políticas ambientais globais, visa acelerar a transição para combustíveis mais limpos e tecnologias sustentáveis nas cadeias logísticas internacionais. A medida recebeu apoio de diversas nações e surge num momento em que as preocupações com as alterações climáticas colocam pressão sobre todos os setores – inclusive o naval – para reduzir drasticamente as suas emissões. Efeitos esperados para África e Moçambique Para países costeiros como Moçambique, esta decisão poderá ter um impacto significativo tanto nos custos operacionais das embarcações como na competitividade das exportações. Contudo, também abre portas para investimentos em inovação, modernização de frotas e adoção de tecnologias verdes, criando oportunidades para o desenvolvimento sustentável do setor marítimo nacional.

Transformação Digital e Infraestrutura de IT

Nos últimos meses, a NAVAL implementou iniciativas estratégicas que fortalecem a sua infraestrutura de TI e impulsionam a eficiência operacional. A digitalização dos processos logísticos é uma prioridade, garantindo maior precisão na gestão de cargas, redução de custos operacionais e um ambiente mais seguro para os colaboradores e clientes. A formação no Módulo de Receção de Carga foi uma das iniciativas de destaque, permitindo que a equipa da NAVAL aprimorasse suas competências na utilização da nova plataforma de gestão. Com isso, a receção, triagem e armazenamento de mercadorias passaram a ser executados com maior precisão e rastreabilidade, reduzindo erros e melhorando a eficiência dos processos internos.A formação no Módulo de Receção de Carga foi uma das iniciativas de destaque, permitindo que a equipa da NAVAL aprimorasse suas competências na utilização da nova plataforma de gestão. Com isso, a receção, triagem e armazenamento de mercadorias passaram a ser executados com maior precisão e rastreabilidade, reduzindo erros e melhorando a eficiência dos processos internos.

NAVAL Reforça Compromisso com a Segurança nas Operações Portuárias

A NAVAL anunciou recentemente uma série de ações voltadas ao fortalecimento da segurança em suas operações portuárias, reafirmando seu compromisso com a integridade de colaboradores, parceiros e do meio ambiente. As medidas fazem parte de um plano contínuo de aprimoramento das práticas operacionais, alinhado às mais rigorosas normas nacionais e internacionais. Entre as iniciativas implementadas estão treinamentos periódicos com foco em prevenção de acidentes, modernização de equipamentos de movimentação de carga e adoção de tecnologias de monitoramento em tempo real. A empresa também intensificou suas rotinas de inspeção e manutenção preventiva, garantindo que toda a infraestrutura opere dentro dos padrões exigidos. “Segurança não é apenas uma prioridade, é um valor inegociável para a NAVAL. Nosso objetivo é garantir que todas as operações ocorram com controle total de riscos, protegendo vidas e ativos”, destacou o diretor de operações da empresa. A NAVAL também reforçou a importância da cultura de segurança entre os colaboradores, promovendo campanhas de conscientização e integrando o tema às metas de desempenho. As ações têm refletido diretamente na redução de incidentes e no aumento da eficiência operacional. Com essas iniciativas, a NAVAL demonstra que crescimento e responsabilidade caminham juntos, consolidando sua posição como referência em operações portuárias seguras e sustentáveis.

NAVAL Investe na formação de colaboradores para elevar padrões das operações

A NAVAL vem intensificando seus investimentos em capacitação profissional, como parte de sua estratégia para manter altos níveis de desempenho, segurança e qualidade nas operações portuárias. A empresa acredita que o desenvolvimento contínuo dos colaboradores é essencial para enfrentar os desafios do setor e atender às exigências do mercado com excelência. Os programas de formação incluem treinamentos técnicos específicos para manuseio de cargas, operação de equipamentos, normas de segurança, além de cursos voltados para liderança, comunicação e sustentabilidade. Os treinamentos são realizados tanto de forma presencial quanto virtual, com apoio de simuladores, palestras especializadas e avaliações periódicas de desempenho. “Investir nas pessoas é investir no futuro da empresa. Colaboradores bem preparados tomam decisões mais seguras e eficientes, o que impacta diretamente na qualidade do serviço prestado”, afirmou o gerente de Recursos Humanos da NAVAL. A empresa também promove parcerias com instituições técnicas e universidades para oferecer certificações reconhecidas, ampliando as oportunidades de crescimento profissional dos seus colaboradores. Com essa iniciativa, a NAVAL reforça seu compromisso com a valorização do capital humano, garantindo equipes qualificadas e alinhadas às melhores práticas do setor portuário.